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Atendimento à família de Maria Eduarda

Hoje atendi, junto à equipe da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, a família de Maria Eduarda, morta com apenas 13 anos dentro da Escola Municipal Daniel Piza, em Acari, na última quinta-feira.

É com muita tristeza que conversamos com o pai, mãe, irmãos, irmãs, tios e tias de Duda. Uma menina alegre, dedicada, esportista, amada por toda a família.

A Comissão de Direitos Humanos da Alerj encaminhou todos os familiares para atendimento psicológico permanente. Além disso, acompanharemos as investigações, em contato com o advogado da família.

Participou do atendimento também a vereadora Marielle Franco. Juntos, vamos também visitar a escola e realizar um trabalho lá.

A discussão agora não se trata de bala perdida e sim de vidas perdidas. Quem vai dizer de onde veio a bala é a polícia, mas eu quero saber outras coisas. Tem outras perguntas que o Estado tem que responder: Quem autorizou aquela ação policial? Quem era o responsável? Qual era o objetivo da ação? Por que não houve socorro à Maria Eduarda?

Eu não sei de quem era a bala, mas sei de quem era a vida. Maria Eduarda é mais uma jovem que tem seus sonhos enterrados. A juventude negra quer viver.

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