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Mãe Beata recebe homenagem póstuma na Alerj

Na manhã desta quarta-feira (07/06), o mandato Marcelo Freixo concedeu à Mãe Beata, como homenagem póstuma, a Medalha Tiradentes da Alerj – recebida por seus quatro filhos biológicos, Ivete, Doya, Aderbal e Adailton Moreira Costa. O encontro contou com a presença de dezenas de religiosos, que lotaram o Plenário da casa, celebrando a memória de Beata através de depoimentos emocionados, canto e música.

Negra, nordestina, moradora da Baixada Fluminense, Mãe Beata foi militante de direitos humanos e combateu o racismo, o machismo, a LGBTfobia e a violência do Estado.

“Hoje foi um dos momentos mais bonitos desse Plenário e das nossas vidas. Mãe Beata tem uma história de luta, de luz. É uma referência que não se encerra aqui. Cada um de nós vai carregar seus ensinamentos. Hoje é dia de reforçar a luta por direitos humanos, que defenderemos sempre, pois é aquilo que acreditamos”, afirmou Freixo.

Nos relatos apresentados durante a sessão solene, Mãe Beata foi lembrada por sua generosidade, acolhimento aos diferentes e militância feminista.

Muitos pensam que espiritualidade é alienação, perda de senso crítico e de poder de escolha. Mas não foi essa espiritualidade que Mãe Beata me ensinou. Espiritualidade é coletividade, confiança, ética, caráter. É fundamentalmente luta. Nossa espiritualidade é um exercício de emancipação da ancestralidade negra.

Gustavo Melo (Egbonmi ile emiojuaro)

Mãe Beata era política, religiosa, mulher, ventre do mundo. Mãe Beata vive!

Helena Theodoro (Coordenadora Afro do IFCS)

Mãe Beata atuou contra todas as forma de opressão. Rezava por cada filho assassinado pelo Estado. Foi uma defensora da vida com dignidade.

Lúcia Xavier (Coordenadora da ONG Criola)

Axé!

Mãe Beata, presente!

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