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Audiência pública no MP discute segurança no Rio

Freixo participa agora da audiência sobre Segurança Pública promovida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O encontro acontece dois dias após o lançamento do Plano de Segurança do Rio que conta com a atuação de tropas do Exército nas principais vias de acesso à cidade.

Em pauta estão temas como o controle das ações da polícia, a implementação de um plano de segurança, a vitimização dos profissionais do setor, o enfrentamento ao tráfico de drogas e a violência nas favelas. A discussão não é nova, mas ainda é urgente. Só em 2016 foram mais de 6 mil mortes violentas, sendo 925 decorrentes de intervenções policiais. Mas a polícia que mais mata no mundo é também a que mais morre. Em 2004, 50 policiais foram assassinados e 400 foram feridos. Não por acaso, só em 2016, 1397 policiais foram afastado(a)s do trabalho por problemas de saúde mental.

Em sua fala, Freixo destacou a importância repensar o modelo de cidade e de segurança do Rio de Janeiro. "Não vivemos todos na mesma cidade. A violência tem endereço. São homens de preto, quase todos pretos, matando outros homens pretos. A favela não pode ser o lugar do medo. É preciso coragem para enfrentar esse problema. Vale tudo em nome da guerra às drogas? Quem vence essa guerra? Quando vamos, enfim, debater coletivamente a legalização das drogas como acontece em diversos lugares do mundo?", questionou.

Freixo afirmou também que o debate sobre direitos humanos deveria ser valorizado e promovido pela própria polícia, já que esses profissionais tem tantos direitos violados. "O fascismo não é mais uma voz, uma opinião. É uma ameaça à democracia que deve ser enfrentada por todos", concluiu. Confira a fala completa aqui.

Itamar Silva, coordenador do IBASE, ressaltou o desconhecimento da violência nas favelas pelos próprios moradores de outras áreas da cidade. Defendeu ainda uma discussão mas ampla sobre o controle da força policial. Eliana Silva, diretora-fundadora da Rede da Maré, propôs a discussão sobre um plano de segurança pública para a Maré que possa ser referência para outras comunidades. Já a professora da UFF Jaqueline Muniz apontou que o Rio tem 30 anos de experiências comunitárias e ideias inovadoras de segurança que devem ser valorizadas e implementadas com inteligência.

Dezenas de representantes da sociedade civil também se manifestaram destacando a violência em regiões periféricas da cidade e a importância da educação de qualidade para o combate à violência. Também estavam presentes na audiência o Comandante Geral da PM, Wolney Dias; o Chefe da Polícia Civil, Carlos Leba e o Secretário Municipal de Educação, César Benjamin. A mesa foi composta por Eliane Pereira, assessora de Direitos Humanos e Minorias do MPRJ; Paulo Mello, Promotor de Justiça e subcoordenador do GAESP; Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Andrea Amorim, Promotora de Justiça e coordenadora do GAESP; Gláucia Santana, Promotora de Justiça e Marcos Fagundes, titular da 1 Promotoria de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital.

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